quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

NOSSO ESPAÇO PARA DISCUSSÕES E SOCIALIZAÇÃO DE MATERIAIS

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Resenha


FALCÃO, Adriana. Mania de Explicação. Ilustrações Mariana Massarani. São Paulo: Moderna, 2001.



Explicando com poesia
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ANA PAULA CORRÊA PINHEIRO


Escolher livros de literatura como instrumentos de trabalho na prática cotidiana da sala de aula não deve ser uma tarefa fácil para o professor. Até porque, como todos sabem, tem literatura para todos os gostos e estilos. Há autores e editoras mais consagradas e outros que estão chegando ao “mercado”. Como escolher livros de literatura que podem, de alguma forma, inspirar os momentos de aprendizados dos nossos alunos? Sempre tento me colocar no lugar da criança ou do jovem ao ler um livro de literatura. As crianças, principalmente, são seres curiosos e sedentos por histórias, poesias, fantasias, magias, etc. A leitura de “Mania de Explicação”, de Adriana Falcão, editora Moderna, me permitiu viajar em explicações permeadas de muita poesia...




A autora conta a história de uma menina filósofa que por achar o mundo complicado tentava simplificá-lo, pelo menos, no interior da sua cabeça. No decorrer do livro, vão surgindo as explicações de algumas palavras. Essas explicações transmitem poesia, pois a menina “tentava explicar de um jeito que o mundo ficasse mais bonito” (FALCÃO, s/n, 2001). Mas as pessoas, irritadas com tantas explicações, acabavam deixando a menina explicando sozinha: solidão é uma ilha com saudade de barco (FALCÃO, s/n, 2001). Saudade é... Lembrança é... Autorização é... Preocupação é... Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele (FALCÃO, s/n, 2001). Vontade, para mim, é ler mais livros escritos pela incrível e talentosa Adriana Falcão. Roteirista e teatróloga, nascida no Rio de Janeiro, escreveu obras como “A máquina” (Editora Objetiva, 1999) e “A arte de virar a página” (Editora Fontanar, 2009). “Mania de Explicação” foi o seu primeiro livro voltado para o público infantil, teve duas indicações para o Prêmio Jabuti/2001 e recebeu o Prêmio Ofélia Fontes – “O Melhor para a Criança”/2001, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. Ao ler essa obra com as crianças ou jovens, o professor poderá aguçar a poesia que existe em cada um dos seus alunos. Estes são acostumados a procurarem “explicações” no dicionário, mas não encontram a “leveza” e a simplicidade que a autora do livro consegue transmitir em suas explicações. Na verdade, percebo que a maioria dos dicionários tem estruturas muito formais, o que pode possibilitar a falta de interesse das crianças e dos jovens por esse instrumento. Atualmente, já existem dicionários destinados a esse público específico, com mais imagens, poesia e com linguagem apropriada às crianças. A obra “Mania de Explicação” pode se tornar realmente mania entre os alunos – Intuição é quando o seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido (FALCÃO, s/n, 2001) -, pois a linguagem utilizada pela escritora torna a leitura prazerosa e divertida. Além disso, o projeto gráfico, com seus traços e suas cores, contribui para que o livro fique ainda mais atrativo e belo. Quem começar a ler chegará ao final com gostinho de quero mais. A última explicação que a menina filósofa tenta dar é sobre o amor, mas ela chega à conclusão de que “talvez porque não tivesse sentido, talvez porque não houvesse explicação, esse negócio de amor ela não sabia explicar”. (FALCÃO, 2001). A leitura dessa obra fez com que eu refletisse sobre as diversas explicações que poderiam ser dadas às mesmas palavras, pois a poesia é infinitamente aberta e convidativa.

A leitoinha em...




U CAUSU DA PURCA




Pois é, intãu, bein co padre visô, num era uma minininha não. Cabô co discubri que num era incantada, i era uma porca, uma porcona. Nu cumes era tum bão, que parcia cê incantada. Passava os dia suspirano isperando o dia que ela se transformaria im uma minina bunita.
I era ron ron pra lá, ron ronc pra cá i a imagi dela ia se furmando na minha cabês comu uma verdadeira princesa.
Mais meu sonho se trornou pisadelo. Otro dia fui chei di amor pra dá e quando discubri qui num era mininha só porcona, tivi é qui cumi a porca mermo.
Assei ela e cumi nu Nartá...


Ana Paula Corrêa Pinheiro
Karina Márcia Rodrigues Alves
Kátia Valadares

Editora Prazer em



CRÔNICA

O SACI-PERERÊ E AS NOVAS TECNOLOGIAS



Ontem...


Eu estava na escola... Ensino Fundamental... A professora pedia para que os alunos fizessem uma pesquisa sobre o FOLCLORE... Eu pedia livros ou reportagens sobre o assunto para os meus tios ou “simplesmente” ia à biblioteca da escola pedir a ajuda da bibliotecária... O Saci-Pererê era desenhado por mim! Ficava torto e mau colorido, mas era uma produção exclusivamente minha... Logicamente influenciada pela imagem que aprendi a construir sobre esse importante e lendário personagem... Eu adorava fazer meus trabalhos na folha de papel almaço... Fazia tudo colorido: margens, desenhos, colagens... Era uma verdadeira brincadeira...


E hoje?


Meus professores são mestres, doutores e pós-doutores... O ambiente já não mais o mesmo... Estou na UNIVERSIDADE! O sonho de muitos... A realidade de uma pequena e privilegiada parcela da população...
Os professores exigem os trabalhos de acordo com as normas da ABNT. Afinal, o que é ABNT? Associação Brasileira de Normas Técnicas... Tive que aprender essas “Normas Técnicas” para conseguir sobreviver no “mundo acadêmico”. São tantas regras... Tanta formalidade... E tem mais: tudo deve ser feito no COMPUTADOR!!!
E as cores? Não posso usar os lápis de cores e as canetinhas... E as margens? A formalidade não permite mais... E os desenhos? Só impressos do computador... As colagens? Ah! Essas são expressamente proibidas... Afinal, não estamos mais na escola... Somos UNIVERSITÁRIOS!
Meu Saci eu encontro no GOOGLE (imagens)... PERFEITO: cores e linhas... Mas a produção não pertence mais a minha pessoa... Nem tenho direitos sobre ela...
É bem verdade que as tecnologias facilitam nossas vidas... As minhas pesquisas ficaram bem mais rápidas... Encontro de tudo na Internet em pequenas frações de segundos...


Mas é bem verdade também que sinto falta dos meus trabalhos da época da escola... As crianças de hoje gostam muito mais do computador do que dos livros... Até desenham e colorem no computador... Pode isso?


Os olhos dessas crianças nem brilhariam se elas tivessem visto o meu Saci...


Crônica escrita pela aula Ana Paula Corrêa Pinheiro.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O USO DO JORNAL ESCRITO EM SALA DE AULA

O jornal escrito é um meio de veiculação da língua escrita muito presente no cotidiano das pessoas em geral. Por isso o jornal é uma das formas de contato com a linguagem escrita que a maioria dos nossos alunos, desde muito cedo, já se apropriam/familiarizam, alguns menos outros mais. A utilização do jornal na sala de aula é uma prática pedagógica, que os professores deveriam se beneficiar mais recorrentemente e de forma mais proveitosa, pois este, auxilia na aquisição da linguagem, na ampliação do vocabulário, no conhecimento de diferentes gêneros textuais, na capacidade de analisar discursos e na própria inserção do aluno, como cidadão, na sociedade, além de proporcionar hábitos de leitura e escrita. Assim, trabalhar este tipo de suporte com os alunos, implica desenvolver nos mesmos uma compreensão da função deste veículo, podendo-se até mesmo chegar a uma análise crítica dos acontecimentos e atividades relacionadas a diferentes interpretações de um mesmo assunto.


SUGESTÕES DE ATIVIDADES


1. Montagem de um jornal em sala de aula
Objetivos: Proporcionar aos alunos o conhecimento de diferentes tipos de textos através das sessões do jornal.
Nível dos alunos: crianças a partir de oito anos.
Conhecimentos Prévios: estrutura física de um jornal, familiaridade com as diferentes sessões e partes do jornal, saber o objetivo da existência do jornal (informatividade).
Material: depende da disponibilidade da escola e da criatividade da professora.
Desenvolvimento: divida a sala em grupos. Cada grupo vai ficar responsável por uma sessão do jornal (esporte, saúde, cultura, etc.). O grupo deverá redigir a sessão em questão seguindo as orientações da professora. Quando todos os grupos tiverem terminado a redação inicia-se a montagem do jornal. Primeiro a capa (construa coletivamente a capa com figuras, desenhos e escrita dos alunos). Depois de montado as crianças podem divulgar o jornal. Para isso é necessário reproduzir os textos e também a capa.


Outras sugestões de atividades com o jornal escolar


• Apresentar vários jornais locais para que os alunos estabeleçam as semelhanças e diferenças na diagramação, primeira página, manchetes, leads e temáticas abordadas;
• Promover a comparação dos jornais locais com o jornal escolar;
• Solicitar a identificação dos principais elementos de uma notícia: O quê? Quem? Quando? Onde? Como? Por quê?
• Desenvolver a capacidade argumentativa e crítica do aluno, solicitando-lhe que concorde ou discorde de um texto ou notícia através de argumentos convincentes;
• Pedir que estabeleçam a distinção entre fato e opinião;
• Solicitar a enumeração das temáticas abordadas;
• Explicitar os tipos de texto e os gêneros textuais presentes no jornal escolar;
• Incentivar a produção de cartas do leitor ou artigos de opinião sobre um problema da comunidade escolar ou do entorno da escola para publicação em um jornal local.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:


CHIPPINI, Ligia. Aprender e Ensinar com textos. - 5ª ed. - São Paulo: Cortez, 2002. Volume 3. Aprender e Ensinar com textos não escolares. Coord. Adilson Citelli. Cap.III.
FARIA, Maria Alice de Oliveira. O jornal na sala de aula. 12ª ed., São Paulo: Contexto, 2002.
FARIA, Maria Alice de Oliveira. Como usar o jornal na sala de aula. 8ª ed São Paulo: Contexto, 2003.
SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas. Atividades para o ciclo básico. São Paulo: SE/CENP, 1993. (A Prática Pedagógica).
http://www.mundojovem.pucrs.br/projetos/pedagogicos/projeto-como-criar-um-jornal-escolar.php ACESSO EM 9 NOV DE 2009

Entre as letras e os caracteres

Quando passei no vestibular aconteceram duas revoluções em minha vida. Talvez revolução seja uma palavra forte para explicar aqui tais acontecimentos, mas foi utilizada intencionalmente com o objetivo de evidenciar as mudanças notáveis em virtude deles.
Em 2005, um mundo novo se abriu a minha frente, pois o universo acadêmico possibilitou-me experimentar novas vivências, amizades, novos lugares, conhecimentos, pontos de vista. Enfim, a primeira revolução foi em minha mente, isto é, nos modos pelos quais costumava enxergar as pessoas, a sociedade, a história, a vida. Mas também me inseri em uma outra órbita nesse mesmo ano: o ciberespaço. E-mails, grude, internet, sites, pesquisa, scielo, moodle, google, plataforma lattes, word, power point, sistema pergamun... De repente, uma analfabeta digital estava rodeada por um enxame de recursos e aparatos digitais.
A princípio fiquei perdida nesse mar cibernético e recordava o quanto minha vida era simples, permeada desde então pelos cadernos, trabalhos feitos à mão, pelas letras bonitas e redondas, pelas enciclopédias, pelos livros didáticos, quadros negros, pelas margens coloridas e pelos adesivos, cartazes e cartolinas. Estes foram trocados por textos digitados, artigos no scielo, pesquisa na wikpédia, aí me perguntei: mas, cadê os livros, cadê a matéria no quadro? Os livros transformaram-se em infinitos textos parcialmente xerocados e a matéria no quadro em frases projetadas num lugar que mais parecia uma parede do que um quadro, mas era mesmo um quadro, todavia branco.
Uma nova identidade interpelava-me, a identidade ciborg, trazendo consigo certo deslumbramento por suas facilidades, porém alguns entraves surgiram. Escrever um texto se transformou em um caos quando me via em frente a um monitor e um teclado, uma vez que era difícil associar o branco da tela ao branco do papel, muito menos o teclado parecia o lápis e a borracha. O lápis e o papel definitivamente faziam parte de mim, mesmo que isso significasse um duplo trabalho de ter que primeiro escrever no papel e depois digitar. E como todo aprender é um processo, tive que aprender a escrever um texto diretamente no computador, já que os artigos, ensaios, relatórios se multiplicavam e o tempo subtraía.
Hoje, já formada, me considero completamente inserida na cibercultura, uma letrada digital! Contudo, tenho que confessar uma coisa: gosto mais dos livros, dos cadernos, das canetas coloridas, e, principalmente, das pessoas e das conversas ao pé do ouvido que os msn’s e os orkut’s da vida distanciam a cada dia.

Crônica - Aline Braga Moreira

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O TEATRO NA ESCOLA

O professor pode utilizar o teatro como elemento didático para possibilitar à criança e ao jovem o conhecimento e o gosto pela arte teatral. Porém, o que observamos é que o teatro e muitas das linguagens da cultura de massa estão muito distantes da vida escolar, impossibilitando essa vivência tão importante para a formação global do estudante.

Por que as escolas têm interesse pelas excursões a parques de diversão, zoológico, clubes e, não demonstram o mesmo empenho em se tratando de uma forma de conhecimento artístico?

“Por que perder tempo com brincadeiras, já que todos sabem que o tempo de aula é escasso em vista do extenso programa escolar?” (LAPENDA, 2002, p. 155)


• A educação em arte propicia o desenvolvimento do pensamento artístico e da percepção estética, que caracterizam um modo próprio de ordenar e dar sentido à experiência humana: o aluno desenvolve sua sensibilidade, percepção e imaginação, tanto ao realizar formas artísticas quanto na ação de apreciar e conhecer as formas produzidas por ele e pelos colegas, pela natureza e nas diferentes culturas. (BRASIL, 1997)
• Algumas formas de estimular maior interação entre o teatro e a escola:
1. Promover convênios entre a escola e o teatro;
2. Algumas companhias teatrais “vendem” suas produções por preços acessíveis, especialmente, para escolas;
3. Algumas instituições de nível superior exigem dos seus alunos, como um dos requisitos para a conclusão do curso de Teatro, a montagem de uma peça. Muitas vezes eles não têm público para assisti-la.
• Sugestões de oficinas:
1. PEGA-PEGA COM ENREDO
Capacidades: desenvolvimento da oralidade; leitura.
2. TEATRO DE SOMBRAS
Capacidades: desenvolver a fluência em leitura; reconhecimento de gêneros; desenvolvimento da oralidade.
3. CONTANDO HISTÓRIAS COM FANTOCHES E DEDOCHES.
Capacidades: desenvolvimento da oralidade; fluência na leitura; compreensão global do texto.
4. O TEATRO E OS GÊNEROS TEXTUAIS
Capacidades: desenvolvimento da oralidade; reconhecimento de gêneros; produção escrita; compreensão global do texto.

Referências bibliográficas:

Brasil. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: arte / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1997.130p.

CHIAPPINI, Lígia. Aprender e ensinar com textos. – 5. ed. – São Paulo: Cortez, 2002. Volume 03. Aprender e ensinar com textos não escolares. Coord. Adilson Citelli. Cap. VI.


Alunas: Ana Paula Corrêa; Karina Márcia; Kátia Valadares.

A Grande Mudança

Sempre quis produzir textos. Naquela tarde, a chama trepidava no fundo da lareira da sala. A chuva batia forte na vidraça da janela. Branquinho, meu gato e companheiro, dormia enroscado nos meus pés. Enquanto eu tentava me cobrir o melhor possível, com o pequeno edredon, que ganhei há alguns anos da minha tia. Esticada no sofá, assistia a um filme na televisão, que já nem me lembro o nome, ou que na verdade não estava nem prestando atenção.
Foi quando chegou aquele senhor calvo, alto e muito misterioso. Quem, em sã consciência viria a casa de uma pessoa estranha, debaixo daquele temporal para vender um computador com internet grátis?
Não custou nada assistir a uma demonstração sua. Mas assim que meus olhos se depararam com aquela imensidão de sons, palavras e imagens, percebi que até hoje não tinha “baixado” o verdadeiro cenário da minha vida.
Quanta coisa tinha deixado pra trás, quanto deixei de aproveitar. Mas agora, não. Fiz logo o download de tudo aquilo que me interessava, mergulhei fundo no menu de possíveis opções e fui acumulando tudo na minha memória RAM.
O senhor quis levar toda a tecnologia que passou a mover minha vida. Tive que impedi-lo de qualquer maneira. Criei um vírus mortal, que afetou sua memória, fez com que ele esquecesse de tudo e fosse embora.
Me dediquei então a criar páginas com textos variados, que iam desde a lareira, até a faca suja na pia. Passei a disponibilizar meus textos para quem quisesse acessá-los. Chegou um ponto que não sabia mais onde terminava o Hipertexto virtual e onde começava o Hipertexto da minha vida.
Essa novidade me fez perceber o quanto é bom escrever coisas banais e supérfluas, tornando-as verdades para pessoas reais e desconhecidas.
Mexer com o imaginário das pessoas, fazê-las acessarem minhas descobertas, baixarem minha própria vida e copiarem e colarem meus hábitos para suas áreas de trabalho é algo tão fascinante, que já não me vejo mais vivendo sem isso.
Tanto que o Branquinho até mudou de nome, agora ele se chama Byte.

A História sai da tela do computador

Cronica
Era uma vez uma jovem que adorava passear. Ela gostava muito de viver a vida e era bastante determinada no que ela pretendia fazer. Era negra e gostava muito de ser diferente. Cada dia estava com um estilo diferente. Seus cabelos eram feitos com trançinhas e cada vez que ela trançava colocava uma cor, ou fazia uns penteados diferentes dos outros que ela já havia feito. suas roupas eram bem simples, mas eram de acordo com o ambiente. Um belo dia essa jovem resolveu trabalhar. Ela pensou bem no que lhe covinha, porém só tinha 16 aninhos e já se sabe um adolescente com seus 16 anos quer comprar suas coisas ter mais liberdade, ou seja ser independente. Ao passar alguns dias essa jovem negra, procurou, procurou até encontrar... e conseguiu, sim....conseguiu um emprego, em uma loja de livros de literatura infantil, cuja sua função era a de digitalizar as histórias dos livros. Passando se alguns meses ela estava gostando muito do seu trabalho e de ser independente. Um belo dia encontrou um livro com o nome, O cabelo de Lelé, uma história de uma menina negra que tinha seus cabelos muito enroladinhos e não sabia o que fazer, até encontrar um livro africano que explicava o por quê de tantos cabelos, sua ancestralidade era africana, assim explicava o porque da pele preta e os traços grossos e seus cabelos crespos, filha da África...
...E Assim a jovem negra começou a se interessar mais sobre essa temática, que tinha tudo haver com sua identidade.
Até que então essa linda jovem negra, que sou eu acorda para realidade volta a trabalhar e para de ler contos na internet.

Aluna: Kátia Cristina Valadares dos Reis

Resenha

Tempo e Amizade

Que bom é lembrar dos tempos de criança quando uma das poucas preocupações que tinhámos era cuidar do animal de estimação. Quem não se lembra das tardes ao lado do seu melhor amigo(a) ? Não me refiro apenas ao cachorro e sim aos animais que marcaram nossa infância e que deixaram saudades.
O menino , o jabuti e o menino, de Marcelo Macheco, conta a história de uma amizade, entre um menino e um jabuti, que atravessa o tempo. Nesta história os personagens não estabelecem nenhum diálogo, mas sua mensagem pode ser entendida por crianças e adultos.
O projeto gráfico do livro é muito bonito, pois as cores que o compõem são fortes e vibrantes e a narrativa visual se desenvolve com a harmonização das cores: amarelo, azul e preto.
Os personagens vivenciam as mudanças sociais e econômicas que ocorreram na cidade em que moravam. Inicialmente a cidade é ilustrada com poucos carros e algumas casas e no desenrolar da narrativa visual a cidade transforma-se em uma metrópole.
Marcelo Pacheco, através de seu projeto gráfico permite que o leitor crie um novo significado para cada ilustração apresentada. Ao leitor é dada a oportunidade de criar significados e ressignificar a mesma história várias vezes.
Sem sombra de dúvidas O menino, o jabuti e o menino, é indicado para adultos e crianças, pois os temas abordados neste livro rompem barreiras. O amor, a amizade, o tempo, a perda, a saudade e as mundanças são temáticas que acompanham a vida dos pequenos e dos grandes. Indico este livro até para aqueles que não sabem ler, pois a narrativa visual do livro permite que cada um crie sua própria história do jeito que a imaginação mandar.

PACHECO, Marcelo.
Menino, o jabuti e o menino. Editora: Panda Books.

Aluna: Aline de Paula Silva Peixoto