quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Acordo Ortográfico em quadrinhos




Esse material é ótimo para trabalharmos com nossos alunos. O que acham?

Beijos,
Ana Paula Corrêa

Recomendações de charges

Oi pessoal, tudo bem?

Estou postando alguns links de charges que gostei!

Um abraço,

Ana Paula Corrêa Pinheiro

Obs. Todos os links foram retirados do site: http://charges.uol.com.br/


Analfabeto canta

http://charges.uol.com.br/2004/12/02/analfabeto-canta-pra-aprender-a-ler/


Cotidiano – Aula de português

http://charges.uol.com.br/2009/01/07/cotidiano-aula-de-portugues/


Professoras cantam

http://charges.uol.com.br/2004/10/04/classicos-professoras-cantam-asereje/


Formado e desempregado canta

http://charges.uol.com.br/2003/12/05/formado-e-desempregado-deixa-disso/

Os livros merecem espaço...

Outro dia, navegando na Internet sem direção e sem rumo certo, parei e pensei, o que estou fazendo? O que realmente estou procurando? Decidi então desligar o computador, e o fiz. Pensei novamente, o que faço agora? Automaticamente já ia caminhando para frente da televisão, que a propósito é um habito recorrente nos lares brasileiros, quando de repente parei, olhei para a estante e vi que o último livro que tinha comprado, ainda não havia sido lido. O grande Mentecapto... Pensei, por que não? Comecei a ler e não parei (minto, parei sim! Mas, foi mais por obrigação do que por vontade). Bem, é sobre esta invenção antiga, que me propus a falar (ou melhor, escrever) hoje. Concordo com uma frase tornada popular por meio de propaganda “quem lê viaja”, apesar de parecer démodé para alguns, é o que eu sinto quando começo a ler, é como se fosse para uma dimensão paralela, onde assisto de camarote a história passar...



Porém, em tempos de Iphones, Ipods, Mp´s, Notebooks, onde as informações tornam-se portáteis, a rapidez e agilidade viram necessidade, mania, quase não encontramos tempo para ler... Claro, a tecnologia tem seu lado bom, pois te permite conhecer e explorar diversas informações com facilidade. E-mails viram portadores de textos, notícias, informações (nem sempre valiosas, cabe ressaltar). E é isso que a moçada quer e gosta. Gosto de tecnologia também, quem não gosta? Mas hoje, me proponho a fazer uma propaganda sobre o habito de leitura e os livros, que são uma tecnologia antiga, mas que até hoje (ainda bem!) resistem, perpassam os séculos.


Os livros, apesar serem uma invenção antiga, são novos, atuais, e trazem informações, que também são portáteis, tão boas (melhores muitas vezes) quanto qualquer aparelho High Tec. Claro, não estou me desfazendo de nenhum das tecnologias de ponta, elas têm seu lugar, assim como os livros deviriam ter também o seu. Penso, que se pelo menos ás vezes, ao invés de levar para uma viagem, ou quando se espera por atendimento nas demoradas e intermináveis filas, os aparelhos com jogos, música, Internet, que estão se tornando comuns nos dias de hoje, as pessoas experimentassem carregar consigo um livro, e fazer uso do mesmo nesses momentos, seria instrutivo e prazeroso. Ter ambos na bolsa, em mãos, em respeito aos homens, mesclado de modo sensato seus usos.


Essa tecnologia antiga, existente mesmo antes do advento da imprensa, foi se tornando cada vez mais accessível, prática e também portátil, em versões de bolso, com ou sem ilustração, de material reciclado...


Não tem desculpa para não carregar um livro, é só começar com um fininho, ou de versão de bolso, até o gosto pela leitura se acentuar. E então, quando isso acontecer, o tamanho do livro já não irá mais importar, e sua leitura não será feita só em momentos de espera, ganhará espaço e tempo para sua leitura. Então poderei dizer que as novas tecnologias e esta velha nova tecnologia que são os livros estarão de fato ocupando seus lugares de uso e merecimento.

Autora: Liliane Barcelos


Leitura de Imagens

A imagem sempre foi um elemento de grande importância para o ser humano. Desde os tempos mais remotos o Homem fazia seus desenhos e pinturas rupestres nas paredes de cavernas ou em qualquer lugar que pudesse deixar sua marca. Depois vem às pinturas em telas, madeiras, tetos das igrejas, etc. Mais tarde a imagem surge de uma câmara escura, é o surgimento da fotografia que a cada dia se populariza com a foto digital.



A imagem ocupa um espaço privilegiado na sociedade atual, o qual se amplia cada vez mais devido ás novas tecnologias que possibilitam a interferência cada vez maior nas artes visuais e que as disseminam com muito mais rapidez. A cada instante somos bombardeados por imagens da televisão, do computador, das revistas, dos jornais, das propagandas, do cinema, etc.


Apesar de vivermos em um contexto no qual a arte visual ocupa grande espaço no nosso cotidiano, a imagem ainda ocupa um espaço secundário no processo de ensino-aprendizagem. Ela é utilizada para ilustrar os livros, para exemplificar alguma situação, mas é pouco utilizada como um material didático em si mesmo. Diante dessa situação cabe aos professores inserir a imagem como elemento importante e que pode ser estudado em sala de aula. Para muitos estudiosos a imagem faz parte da nossa essência. Segundo Alberto Manguel:


“... para aqueles que podem ver, a existência se passa em um rolo de imagens que se desdobram continuamente, imagens capturadas pela visão e realçadas e modeladas pelos outros sentidos, imagens cujo significado (ou suposição de significado) varia constantemente, configurando uma linguagem feita de imagens traduzidas em palavras e de palavras traduzidas em imagem, por meio das quais tentamos abarcar e compreender nossa própria existência. As imagens que formam nosso mundo são símbolos, sinais, mensagens e alegorias. Ou talvez sejam apenas presenças vazias que completamos com nosso desejo, experiência, questionamento e remorso. Qualquer que seja o caso, as imagens, assim como as palavras, são a matéria de que somos feitos.” (Manguel, 2001, p. 21)



 
É indiscutível que a imagem visual faz parte da nossa vida, mas para que possamos estudá-la, ver não é o bastante, precisamos observá-la, analisá-la, entendê-la. Segundo Garcez e Oliveira (1999), para entendermos uma imagem, uma arte, precisamos desenvolver algumas habilidades que são:


• A observação: observar é uma habilidade que depende de olhar com interesse dirigido, examinar minuciosamente, focalizar a atenção, concentrar o pensamento e os sentidos com vontade de ver, de aprender, de perceber os detalhes significativos. É como usar uma lente de aumento sobre algum objeto;


• A memorização: a memória visual é a capacidade de registrar com certa precisão aquilo que foi observado, de forma que, passado algum tempo, seja possível relembrar o que foi visto;


• Análise e síntese: analisar é desenvolver e aprofundar a observação. De uma percepção mais geral, o analista segue para a decomposição das partes do objeto observado. Para isso utiliza-se de um método apropriado a cada objetivo. O método é uma espécie de roteiro a ser seguido na análise dos elementos que compõem o objeto;


• Orientação espacial e sentido de dimensão: para utilizar essa orientação espacial tão necessária você precisa observar os espaços, memorizar direções e posições relativas a outras, bem como fixar pontos de referência para facilitar a localização. O sentido de dimensão é a capacidade de avaliar a olho nu as dimensões dos espaços, das construções, dos objetos, e de confrontá-los, considerando as suas proporções .



 
O trabalho em sala de aula deve privilegiar o desenvolvimento do olhar crítico, observação, análise e compreensão das imagens. A leitura de imagens pode ser um ponto de partida para o desenvolvimento de um aluno que seja capaz de ver, observar, analisar e criar seu próprio discurso a respeito de tudo o que lhe for oferecido. Para demonstrar um pouco do que entendemos sobre trabalho com imagens criamos três oficinas
para trabalhar com alunos das séries iniciais do Ensino Fundamental, utilizando diferentes recursos: quadros (imagens de pintores); propagandas e livros de literatura que podem ser trabalhados objetivando, por exemplo, o trabalho com a linguagem oral, a linguagem escrita e, inclusive, a arte. Acreditamos, então, que, a partir da leitura de imagens, levando em conta objetivos bem definidos e o contexto onde estão inseridos os sujeitos, é possível tornar a aprendizagem mais eficaz.







Referências Bibliográficas:


MANGUEL, Alberto. Lendo imagens: uma história de amor e ódio. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.


GARCEZ, Lucília; OLIVEIRA, Jô. Explicando a arte: uma iniciação para entender e apreciar as artes visuais. Ediouro, 1999.


 


Sugestões de atividades:





Oficina 1 – Pinturas






Esta atividade poder ser trabalhada em todos os ciclos da Educação Básica, deste que o professor faça as devidas adequações às diferentes faixas etárias.






Materiais






• Reprodução colorida das obras de artes com as quais se pretende trabalhar (O material deve ser preparado juntamente com os alunos, pois serão eles que determinaram quais pintores e obras gostariam de conhecer);






• Folhas de oficio;






• Lápis de cor, giz de cera, canetinhas;






Seria interessante que as reproduções das obras, fossem emplastificadas para que os alunos manipulassem com maior liberdade o material, este procedimento garantiria a durabilidade do mesmo, principalmente quando utilizado com alunos de Educação Infantil e séries iniciais do Ensino Fundamental.






Pondo em prática






1) O professor organizará a turma em pequenos grupos, contendo no máximo cinco alunos. Entregará a cada aluno uma reprodução de uma obra de arte.


2) Os alunos serão orientados a observarem as reproduções durante alguns minutos. Após a observação, o professor os convidará a fazer uma breve descrição da obra, apontar os pontos de semelhança entre elas (cor, elementos, tema);


3) O professor recolherá as reproduções e entregará a cada aluno uma folha de ofício, orientando-os a desenharem nesta folha a obra que estavam observando.


4) Terminado o desenho, os alunos deverão colorir apenas o elemento que mais lhes chamou atenção na obra.


5) Os desenhos serão socializados em roda de conversar, na qual o aluno terá oportunidade de expor o seu desenho e explicar a escolha do elemento que foi colorido no seu desenho.






O objetivo desta atividade é trabalhar a capacidade de observação do aluno, sendo que esta é uma das habilidades apontada por Jô Oliveira e Lucília Garcez no texto “Explicando a arte: uma iniciação para entender e apreciar as artes visuais” como essencial para o trabalho com leitura de imagens.






Oficina 2 – Propagandas






Esta atividade é um pouco mais complexa, e por isso deve ser feita com alunos do 5º ano (5/9) do ensino fundamental.






Material:


• 16 Recortes de propagandas de produtos que são conhecidos pelos alunos


• 15 pedaços pequenos de papel branco


É importante deixar que apenas a imagem apareça, por isso o professor deve esconder (os pedaços de papel serão utilizados para isso) qualquer tipo de texto escrito que dê a entender a intenção (explicitamente) da mesma.






Pondo em prática:


O professor deverá explicar que se trata de fazer uma análise de propagandas, e para que fique bem explicado deverá escolher uma das imagens e analisá-la junto aos alunos considerando os seguintes aspectos:






• O público alvo


• As entrelinhas (a mensagem passada, o que quis dizer e/ou significa)


• Transformar o contexto da imagem (sua intenção) em um texto escrito ou em um texto oral (narrativo ou descritivo) para ser divulgado em outras mídias sem a utilização da imagem, como, por exemplo, as rádios.






Separe a turma em grupo de cinco ou seis alunos, dependendo do tamanho da turma. Entregue três propagandas para cada grupo. O professor poderá optar por escolher ente escrever no quadro quais os aspectos a serão analisados, ou então, entregar aos grupo as instruções de análise em uma folha separada.


Os alunos deverão escolher, dentre as três propagandas recebidas, apenas um para analisar considerando os seguintes aspectos:






1. Verificar qual é o público alvo desta propaganda.


2. Qual é a mensagem que pretende passar, as “entrelinhas” (o que quis dizer e/ou significa).


3. Transformar o contexto da imagem (sua intenção) em um texto escrito ou em um texto oral (narrativo ou descritivo) para ser divulgado em outras mídias sem a utilização da imagem, como, por exemplo, as rádios.






Fazer esse tipo de análise nem sempre é fácil, por isso o professor deverá passar de grupo em grupo tirando as dúvidas e ajudando quando houver qualquer dificuldade por parte dos alunos.










Oficina 3 – Literatura


Essa atividade pode ser feita na Educação Infantil e nas séries iniciais do Ensino Fundamental.


Material:


• Diversos livros com imagens (para otimizar a atividade seria interessante livros apenas com imagens)


• Papel


• Lápis de escrever






Pondo em prática:


O professor deverá dispor os livros num local de fácil acesso para as crianças escolherem livremente um livro (Sugere-se uma caixa ou mala enfeitadas). Atividade poderá ser feita em pequenos grupos ou individualmente. Após a escolha, os/as alunos/as farão:


1) A leitura do livro escolhido (individual ou coletiva);


2) Um trabalho de interpretação oral do livro;


3) Uma encenação ou a exposição da história para os demais colegas;


4) Por fim, a escrita de um parágrafo-resumo da história lida, como um registro escrito da atividade (individual ou coletivo).






Capacidades e habilidades envolvidas nas oficinas

Essas oficinas perpassam temas como a oralidade, a leitura e a escrita, tendo como objetivo trabalhar as seguintes capacidades, conhecimentos e atitudes:






Eixo: oralidade


1) Escutar com atenção e compreensão;


2) Respeitar a diversidade das formas de expressão oral manifestas por colegas;


3) Usar a língua falada em diferentes situações escolares, buscando empregar a variedade lingüística adequada;


4) Planejar a fala em situações formais.






Eixo: leitura


1) Identificar finalidades e funções da leitura, em função do reconhecimento do suporte, do gênero e da contextualização do texto;


2) Antecipar conteúdos de textos a serem lidos em do seu suporte, seu gênero e sua contextualização;


3) Buscar pistas textuais, intertextuais e contextuais para ler nas entrelinhas (fazer inferências), ampliando a compreensão;


4) Levantar e confirmar hipóteses relativas ao conteúdo do texto que está sendo lido.






Eixo: escrita


1) Dispor, ordenar e organizar o próprio texto de acordo com as convenções gráficas apropriadas;


2) Escrever segundo o princípio alfabético e as regras ortográficas;


3) Planejar a escrita do texto considerando o tem central e seus desdobramentos;


4) Organizar os próprios textos segundo os padrões de composição usuais na sociedade.

Oficinas criadas pelas alunas: Aline Alves, Aline Moreira, Lilianne Barcelos e Simone Alves.

NOSSO ESPAÇO PARA DISCUSSÕES E SOCIALIZAÇÃO DE MATERIAIS

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Resenha


FALCÃO, Adriana. Mania de Explicação. Ilustrações Mariana Massarani. São Paulo: Moderna, 2001.



Explicando com poesia
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ANA PAULA CORRÊA PINHEIRO


Escolher livros de literatura como instrumentos de trabalho na prática cotidiana da sala de aula não deve ser uma tarefa fácil para o professor. Até porque, como todos sabem, tem literatura para todos os gostos e estilos. Há autores e editoras mais consagradas e outros que estão chegando ao “mercado”. Como escolher livros de literatura que podem, de alguma forma, inspirar os momentos de aprendizados dos nossos alunos? Sempre tento me colocar no lugar da criança ou do jovem ao ler um livro de literatura. As crianças, principalmente, são seres curiosos e sedentos por histórias, poesias, fantasias, magias, etc. A leitura de “Mania de Explicação”, de Adriana Falcão, editora Moderna, me permitiu viajar em explicações permeadas de muita poesia...




A autora conta a história de uma menina filósofa que por achar o mundo complicado tentava simplificá-lo, pelo menos, no interior da sua cabeça. No decorrer do livro, vão surgindo as explicações de algumas palavras. Essas explicações transmitem poesia, pois a menina “tentava explicar de um jeito que o mundo ficasse mais bonito” (FALCÃO, s/n, 2001). Mas as pessoas, irritadas com tantas explicações, acabavam deixando a menina explicando sozinha: solidão é uma ilha com saudade de barco (FALCÃO, s/n, 2001). Saudade é... Lembrança é... Autorização é... Preocupação é... Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele (FALCÃO, s/n, 2001). Vontade, para mim, é ler mais livros escritos pela incrível e talentosa Adriana Falcão. Roteirista e teatróloga, nascida no Rio de Janeiro, escreveu obras como “A máquina” (Editora Objetiva, 1999) e “A arte de virar a página” (Editora Fontanar, 2009). “Mania de Explicação” foi o seu primeiro livro voltado para o público infantil, teve duas indicações para o Prêmio Jabuti/2001 e recebeu o Prêmio Ofélia Fontes – “O Melhor para a Criança”/2001, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. Ao ler essa obra com as crianças ou jovens, o professor poderá aguçar a poesia que existe em cada um dos seus alunos. Estes são acostumados a procurarem “explicações” no dicionário, mas não encontram a “leveza” e a simplicidade que a autora do livro consegue transmitir em suas explicações. Na verdade, percebo que a maioria dos dicionários tem estruturas muito formais, o que pode possibilitar a falta de interesse das crianças e dos jovens por esse instrumento. Atualmente, já existem dicionários destinados a esse público específico, com mais imagens, poesia e com linguagem apropriada às crianças. A obra “Mania de Explicação” pode se tornar realmente mania entre os alunos – Intuição é quando o seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido (FALCÃO, s/n, 2001) -, pois a linguagem utilizada pela escritora torna a leitura prazerosa e divertida. Além disso, o projeto gráfico, com seus traços e suas cores, contribui para que o livro fique ainda mais atrativo e belo. Quem começar a ler chegará ao final com gostinho de quero mais. A última explicação que a menina filósofa tenta dar é sobre o amor, mas ela chega à conclusão de que “talvez porque não tivesse sentido, talvez porque não houvesse explicação, esse negócio de amor ela não sabia explicar”. (FALCÃO, 2001). A leitura dessa obra fez com que eu refletisse sobre as diversas explicações que poderiam ser dadas às mesmas palavras, pois a poesia é infinitamente aberta e convidativa.

A leitoinha em...




U CAUSU DA PURCA




Pois é, intãu, bein co padre visô, num era uma minininha não. Cabô co discubri que num era incantada, i era uma porca, uma porcona. Nu cumes era tum bão, que parcia cê incantada. Passava os dia suspirano isperando o dia que ela se transformaria im uma minina bunita.
I era ron ron pra lá, ron ronc pra cá i a imagi dela ia se furmando na minha cabês comu uma verdadeira princesa.
Mais meu sonho se trornou pisadelo. Otro dia fui chei di amor pra dá e quando discubri qui num era mininha só porcona, tivi é qui cumi a porca mermo.
Assei ela e cumi nu Nartá...


Ana Paula Corrêa Pinheiro
Karina Márcia Rodrigues Alves
Kátia Valadares

Editora Prazer em LÊ



CRÔNICA

O SACI-PERERÊ E AS NOVAS TECNOLOGIAS



Ontem...


Eu estava na escola... Ensino Fundamental... A professora pedia para que os alunos fizessem uma pesquisa sobre o FOLCLORE... Eu pedia livros ou reportagens sobre o assunto para os meus tios ou “simplesmente” ia à biblioteca da escola pedir a ajuda da bibliotecária... O Saci-Pererê era desenhado por mim! Ficava torto e mau colorido, mas era uma produção exclusivamente minha... Logicamente influenciada pela imagem que aprendi a construir sobre esse importante e lendário personagem... Eu adorava fazer meus trabalhos na folha de papel almaço... Fazia tudo colorido: margens, desenhos, colagens... Era uma verdadeira brincadeira...


E hoje?


Meus professores são mestres, doutores e pós-doutores... O ambiente já não mais o mesmo... Estou na UNIVERSIDADE! O sonho de muitos... A realidade de uma pequena e privilegiada parcela da população...
Os professores exigem os trabalhos de acordo com as normas da ABNT. Afinal, o que é ABNT? Associação Brasileira de Normas Técnicas... Tive que aprender essas “Normas Técnicas” para conseguir sobreviver no “mundo acadêmico”. São tantas regras... Tanta formalidade... E tem mais: tudo deve ser feito no COMPUTADOR!!!
E as cores? Não posso usar os lápis de cores e as canetinhas... E as margens? A formalidade não permite mais... E os desenhos? Só impressos do computador... As colagens? Ah! Essas são expressamente proibidas... Afinal, não estamos mais na escola... Somos UNIVERSITÁRIOS!
Meu Saci eu encontro no GOOGLE (imagens)... PERFEITO: cores e linhas... Mas a produção não pertence mais a minha pessoa... Nem tenho direitos sobre ela...
É bem verdade que as tecnologias facilitam nossas vidas... As minhas pesquisas ficaram bem mais rápidas... Encontro de tudo na Internet em pequenas frações de segundos...


Mas é bem verdade também que sinto falta dos meus trabalhos da época da escola... As crianças de hoje gostam muito mais do computador do que dos livros... Até desenham e colorem no computador... Pode isso?


Os olhos dessas crianças nem brilhariam se elas tivessem visto o meu Saci...


Crônica escrita pela aula Ana Paula Corrêa Pinheiro.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O USO DO JORNAL ESCRITO EM SALA DE AULA

O jornal escrito é um meio de veiculação da língua escrita muito presente no cotidiano das pessoas em geral. Por isso o jornal é uma das formas de contato com a linguagem escrita que a maioria dos nossos alunos, desde muito cedo, já se apropriam/familiarizam, alguns menos outros mais. A utilização do jornal na sala de aula é uma prática pedagógica, que os professores deveriam se beneficiar mais recorrentemente e de forma mais proveitosa, pois este, auxilia na aquisição da linguagem, na ampliação do vocabulário, no conhecimento de diferentes gêneros textuais, na capacidade de analisar discursos e na própria inserção do aluno, como cidadão, na sociedade, além de proporcionar hábitos de leitura e escrita. Assim, trabalhar este tipo de suporte com os alunos, implica desenvolver nos mesmos uma compreensão da função deste veículo, podendo-se até mesmo chegar a uma análise crítica dos acontecimentos e atividades relacionadas a diferentes interpretações de um mesmo assunto.


SUGESTÕES DE ATIVIDADES


1. Montagem de um jornal em sala de aula
Objetivos: Proporcionar aos alunos o conhecimento de diferentes tipos de textos através das sessões do jornal.
Nível dos alunos: crianças a partir de oito anos.
Conhecimentos Prévios: estrutura física de um jornal, familiaridade com as diferentes sessões e partes do jornal, saber o objetivo da existência do jornal (informatividade).
Material: depende da disponibilidade da escola e da criatividade da professora.
Desenvolvimento: divida a sala em grupos. Cada grupo vai ficar responsável por uma sessão do jornal (esporte, saúde, cultura, etc.). O grupo deverá redigir a sessão em questão seguindo as orientações da professora. Quando todos os grupos tiverem terminado a redação inicia-se a montagem do jornal. Primeiro a capa (construa coletivamente a capa com figuras, desenhos e escrita dos alunos). Depois de montado as crianças podem divulgar o jornal. Para isso é necessário reproduzir os textos e também a capa.


Outras sugestões de atividades com o jornal escolar


• Apresentar vários jornais locais para que os alunos estabeleçam as semelhanças e diferenças na diagramação, primeira página, manchetes, leads e temáticas abordadas;
• Promover a comparação dos jornais locais com o jornal escolar;
• Solicitar a identificação dos principais elementos de uma notícia: O quê? Quem? Quando? Onde? Como? Por quê?
• Desenvolver a capacidade argumentativa e crítica do aluno, solicitando-lhe que concorde ou discorde de um texto ou notícia através de argumentos convincentes;
• Pedir que estabeleçam a distinção entre fato e opinião;
• Solicitar a enumeração das temáticas abordadas;
• Explicitar os tipos de texto e os gêneros textuais presentes no jornal escolar;
• Incentivar a produção de cartas do leitor ou artigos de opinião sobre um problema da comunidade escolar ou do entorno da escola para publicação em um jornal local.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:


CHIPPINI, Ligia. Aprender e Ensinar com textos. - 5ª ed. - São Paulo: Cortez, 2002. Volume 3. Aprender e Ensinar com textos não escolares. Coord. Adilson Citelli. Cap.III.
FARIA, Maria Alice de Oliveira. O jornal na sala de aula. 12ª ed., São Paulo: Contexto, 2002.
FARIA, Maria Alice de Oliveira. Como usar o jornal na sala de aula. 8ª ed São Paulo: Contexto, 2003.
SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas. Atividades para o ciclo básico. São Paulo: SE/CENP, 1993. (A Prática Pedagógica).
http://www.mundojovem.pucrs.br/projetos/pedagogicos/projeto-como-criar-um-jornal-escolar.php ACESSO EM 9 NOV DE 2009

Entre as letras e os caracteres

Quando passei no vestibular aconteceram duas revoluções em minha vida. Talvez revolução seja uma palavra forte para explicar aqui tais acontecimentos, mas foi utilizada intencionalmente com o objetivo de evidenciar as mudanças notáveis em virtude deles.
Em 2005, um mundo novo se abriu a minha frente, pois o universo acadêmico possibilitou-me experimentar novas vivências, amizades, novos lugares, conhecimentos, pontos de vista. Enfim, a primeira revolução foi em minha mente, isto é, nos modos pelos quais costumava enxergar as pessoas, a sociedade, a história, a vida. Mas também me inseri em uma outra órbita nesse mesmo ano: o ciberespaço. E-mails, grude, internet, sites, pesquisa, scielo, moodle, google, plataforma lattes, word, power point, sistema pergamun... De repente, uma analfabeta digital estava rodeada por um enxame de recursos e aparatos digitais.
A princípio fiquei perdida nesse mar cibernético e recordava o quanto minha vida era simples, permeada desde então pelos cadernos, trabalhos feitos à mão, pelas letras bonitas e redondas, pelas enciclopédias, pelos livros didáticos, quadros negros, pelas margens coloridas e pelos adesivos, cartazes e cartolinas. Estes foram trocados por textos digitados, artigos no scielo, pesquisa na wikpédia, aí me perguntei: mas, cadê os livros, cadê a matéria no quadro? Os livros transformaram-se em infinitos textos parcialmente xerocados e a matéria no quadro em frases projetadas num lugar que mais parecia uma parede do que um quadro, mas era mesmo um quadro, todavia branco.
Uma nova identidade interpelava-me, a identidade ciborg, trazendo consigo certo deslumbramento por suas facilidades, porém alguns entraves surgiram. Escrever um texto se transformou em um caos quando me via em frente a um monitor e um teclado, uma vez que era difícil associar o branco da tela ao branco do papel, muito menos o teclado parecia o lápis e a borracha. O lápis e o papel definitivamente faziam parte de mim, mesmo que isso significasse um duplo trabalho de ter que primeiro escrever no papel e depois digitar. E como todo aprender é um processo, tive que aprender a escrever um texto diretamente no computador, já que os artigos, ensaios, relatórios se multiplicavam e o tempo subtraía.
Hoje, já formada, me considero completamente inserida na cibercultura, uma letrada digital! Contudo, tenho que confessar uma coisa: gosto mais dos livros, dos cadernos, das canetas coloridas, e, principalmente, das pessoas e das conversas ao pé do ouvido que os msn’s e os orkut’s da vida distanciam a cada dia.

Crônica - Aline Braga Moreira